Resiliência

Na física resiliência é a propriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica. Um dos artigos de uma publicação chamada “On Managing Yourself” publicado pela Harvard Business Review fala sobre resiliência e o autor relata que as pessoas mais resilientes possuem três características básicas: 
1. Elas facilmente aceitam a dureza da realidade que elas estão enfrentando (sem terem penas de si mesmas, sem ficarem se perguntando: por que isso está acontecendo comigo? Isso é, sem mimimi). 
2. Elas encontram significado nos momentos mais difíceis. O autor conta o exemplo de um professor de psicologia que sobreviveu aos campos de concentração de Auschwitz buscando algum significado naquilo que ele estava vivendo no campo. Ele começou a se imaginar dando aulas depois da guerra sobre os aspectos psicológicos de um campo de concentração e assim, ajudando as pessoas a entenderem o que tudo aquilo tinha significado para ele e para milhares de pessoas. Ele criou metas concretas para ele mesmo em cima do sofrimento que vivia, achou um propósito. 
3. Essas pessoas tem uma inquietante capacidade de improvisar e de se adaptar.
O mais interessante é que resiliência é uma caraterística treinável, podemos melhorar e, muito, nossa capacidade de lidar com as adversidades, se desenvolvermos nossa resiliência. Dessa forma, comece aceitando a realidade dos fatos, o monge Matthieu Ricard costuma dizer que: não há nada mais improdutivo na vida do que querer que algo que já está acontecendo em sua vida, não estivesse acontecendo!

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Como lidar com o medo!

“Quem teme sofrer, já sofre o que teme”.

 

Estou lendo um livro de William Ury, antropólogo especializado em intermediar grandes conflitos, cofundador do Harvard Negotiation Project e ele aborda, entre outras questões, o poder que o medo e que as nossas projeções do futuro exercem sobre nós hoje, no momento presente.

 

No meu dia a dia com meus queridos clientes é muito comum perceber que há várias razões, além da fome, que levam as pessoas a exagerarem na alimentação. A ansiedade provocada por previsões ruins em relação ao futuro é uma delas e esse sentimento está especialmente acentuado nesse momento de crise econômica no país.

 

A questão é que, como já falamos em outros textos, boa parte, se não a totalidade dessa ansiedade, é fruto do que imaginamos que possa acontecer e no final das contas esse medo acaba nos causando mais danos que os próprios perigos imaginados.

 

Mas como controlar a mente humana que produz de 12 mil a 60mil pensamentos por dia dos quais 80% são negativos? A única opção que temos é a confiança. Não a crença de que tudo será fácil, de que não haverá desafios, ou experiências dolorosas, mas a confiança de que, aconteça o que acontecer, seremos capazes de encontrar uma saída.

 

Churchill tem uma famosa frase na qual diz: “o pessimista vê dificuldade em toda a oportunidade. O otimista vê oportunidade em toda a dificuldade. Sou otimista. Não me parece muito útil ser qualquer outra coisa”.

 

E você? Qual a sua escolha?

 

Existem várias maneiras de livrar-se do medo e para te ajudar vão aqui algumas dicas. Quando perceber que está ansioso, pare e tente identificar o que está na sua mente, no que você está pensando e então coloque-se as seguintes perguntas:

1)isso é real, ou é fruto da minha imaginação e antecipação?

2)Ok, e se de fato essa minha previsão se concretizar, qual é a pior coisa que pode acontecer?

3)Quais são todas as potenciais consequências? E quais são as minhas alternativas a isso?

 

Uma das grandes causas do medo é justamente o desconhecido. Meu marido sempre me conta que quando era criança e dizia ao seu avô: “vô estou com medo do escuro”, a resposta que ouvia de seu avô era: “então, acenda a luz querido”.  Quanto mais você pensar sobre tudo o que pode acontecer, mais você tirará o poder do medo e aumentará sua confiança em lidar com o que pode vir.

 

Como diz um provérbio chinês: “você não pode impedir que as aves da preocupação e da insegurança sobrevoem sua cabeça, mas não precisa deixar que elas construam um ninho em seus cabelos”.

Oxidação de gordura

Na última quinta-feira tive a grata experiência de participar do CELAFISCS dando uma palestra no elegante auditório do Rebouças falando sobre a regulação do metabolismo.
Me chamou a atenção como os profissionais da área da saúde buscam informações para entenderem modelos metabólicos. Uma discussão extremamente agradável que tivemos foi sobre a regulação da oxidação de gordura mediante dietas ricas em gordura.
Esses estudos desenvolvidos nos últimos vinte anos salientam que, ao ingerirmos mais gordura oxidamos mais gordura. Esse fato tende a levar o leitor a acreditar em uma dieta hiperlipidica como estratégia para reduzir sua gordura corporal. Porém, esses mesmos estudos salientam que o total de gordura oxidada é inferior ao total de gordura ingerida. Assim, como dizia meu avô formado em contabilidade, "a conta não fecha". Resumidamente, se ingerirmos mais gordura, oxidaremos mais gordura e engordaremos mais também. 
Em março deste ano dei uma palestra em Salt Lake City e à época, conversei sobre esta regulação do metabolismo de carboidrato e gordura com um dos maiores nomes dessa área Lawrence Spriet. Trago abaixo a referência da revisão por ele publicada para aqueles que admiram o tema. 
Boa leitura!
New Insights into the Interaction of Carbohydrate and Fat Metabolism During Exercise Lawrence L. Spriet

Uso crônico de adoçante promove intolerância à glicose

Sexta-feira recebi de um amigo (Professor Dr.Guilherme Artioli) um elegante artigo publicado semana passada na Nature. Nele um grupo de pesquisadores de Israel (Weizmann Institute of Science) demonstrou que a ingestão crônica de adoçante em camundongos induz à intolerância à glicose. Resumidamente o que os autores demonstraram foi que o uso crônico (10 semanas) de adoçante em camundongos promoveu maior dificuldade do organismo em retirar glicose da circulação sangüínea (a isso chamamos de intolerância à glicose). 
O fato mais interessante é que essas moléculas (adoçantes) não são absorvidas, ou seja não alcançam a circulação sanguinea. Pois bem os autores investigaram então a alteração da população das bactérias intestinais, nesse momento utilizando apenas a sacarina. E aí a grande surpresa, esse adoçante modificou as bactérias intestinais e essas, por sua vez, induziram à intolerância à glicose. 
Ainda precisamos evoluir esses estudos para humanos, mas de antemão podemos adotar a postura de alternarmos os adoçantes que são usados para mitigar este efeito. Com isso, possivelmente, não criaremos uma população específica de bactérias intestinais promotoras de intolerância à glicose.

Consumo de frutas reduz risco de doenças cardiovasculares

Estudo recente publicado no British Medical Journal (BMJ 2014;349:g4490 doi: 10.1136/bmj.g4490) fez uma meta-análise dos estudos que relacionam o consumo de frutas com câncer e doenças cardiovasculares. 

Como resultado deste estudo, não foi possível identificar associação entre consumo de frutas e prevenção do câncer. Entretanto a associação entre elevado consumo de frutas e prevenção de doenças cardiovasculares é positiva. Para cada porção de fruta ingerida a redução de doenças cardiovasculares é de 4%. Após cinco porções esta redução se estabiliza (veja gráfico abaixo). 

Este estudo feito por Chineses e Americanos publicado em uma revista britânica serve de boa referência para o nosso país. 

Vivemos em um país tropical com uma variabilidade de frutas importante e sua disponibilidade ocorre ao longo de todos os meses do ano. Uma dica simples é desenvolver leis para facilitar a venda de frutas inteiras nas esquinas para que todos possam comprá-las  e consumi-las no café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. Estão ai as cinco porções e um serviço prestado para a saúde publica.

Resiliência

Na física resiliência é a propriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica. Um dos artigos de uma publicação chamada “On Managing Yourself” publicado pela Harvard Business Review fala sobre resiliência e o autor relata que as pessoas mais resilientes possuem três características básicas: 
1. Elas facilmente aceitam a dureza da realidade que elas estão enfrentando (sem terem penas de si mesmas, sem ficarem se perguntando: por que isso está acontecendo comigo? Isso é, sem mimimi). 
2. Elas encontram significado nos momentos mais difíceis. O autor conta o exemplo de um professor de psicologia que sobreviveu aos campos de concentração de Auschwitz buscando algum significado naquilo que ele estava vivendo no campo. Ele começou a se imaginar dando aulas depois da guerra sobre os aspectos psicológicos de um campo de concentração e assim, ajudando as pessoas a entenderem o que tudo aquilo tinha significado para ele e para milhares de pessoas. Ele criou metas concretas para ele mesmo em cima do sofrimento que vivia, achou um propósito. 
3. Essas pessoas tem uma inquietante capacidade de improvisar e de se adaptar.
O mais interessante é que resiliência é uma caraterística treinável, podemos melhorar e, muito, nossa capacidade de lidar com as adversidades, se desenvolvermos nossa resiliência. Dessa forma, comece aceitando a realidade dos fatos, o monge Matthieu Ricard costuma dizer que: não há nada mais improdutivo na vida do que querer que algo que já está acontecendo em sua vida, não estivesse acontecendo!

Como lidar com o medo!

“Quem teme sofrer, já sofre o que teme”.

 

Estou lendo um livro de William Ury, antropólogo especializado em intermediar grandes conflitos, cofundador do Harvard Negotiation Project e ele aborda, entre outras questões, o poder que o medo e que as nossas projeções do futuro exercem sobre nós hoje, no momento presente.

 

No meu dia a dia com meus queridos clientes é muito comum perceber que há várias razões, além da fome, que levam as pessoas a exagerarem na alimentação. A ansiedade provocada por previsões ruins em relação ao futuro é uma delas e esse sentimento está especialmente acentuado nesse momento de crise econômica no país.

 

A questão é que, como já falamos em outros textos, boa parte, se não a totalidade dessa ansiedade, é fruto do que imaginamos que possa acontecer e no final das contas esse medo acaba nos causando mais danos que os próprios perigos imaginados.

 

Mas como controlar a mente humana que produz de 12 mil a 60mil pensamentos por dia dos quais 80% são negativos? A única opção que temos é a confiança. Não a crença de que tudo será fácil, de que não haverá desafios, ou experiências dolorosas, mas a confiança de que, aconteça o que acontecer, seremos capazes de encontrar uma saída.

 

Churchill tem uma famosa frase na qual diz: “o pessimista vê dificuldade em toda a oportunidade. O otimista vê oportunidade em toda a dificuldade. Sou otimista. Não me parece muito útil ser qualquer outra coisa”.

 

E você? Qual a sua escolha?

 

Existem várias maneiras de livrar-se do medo e para te ajudar vão aqui algumas dicas. Quando perceber que está ansioso, pare e tente identificar o que está na sua mente, no que você está pensando e então coloque-se as seguintes perguntas:

1)isso é real, ou é fruto da minha imaginação e antecipação?

2)Ok, e se de fato essa minha previsão se concretizar, qual é a pior coisa que pode acontecer?

3)Quais são todas as potenciais consequências? E quais são as minhas alternativas a isso?

 

Uma das grandes causas do medo é justamente o desconhecido. Meu marido sempre me conta que quando era criança e dizia ao seu avô: “vô estou com medo do escuro”, a resposta que ouvia de seu avô era: “então, acenda a luz querido”.  Quanto mais você pensar sobre tudo o que pode acontecer, mais você tirará o poder do medo e aumentará sua confiança em lidar com o que pode vir.

 

Como diz um provérbio chinês: “você não pode impedir que as aves da preocupação e da insegurança sobrevoem sua cabeça, mas não precisa deixar que elas construam um ninho em seus cabelos”.

Oxidação de gordura

Na última quinta-feira tive a grata experiência de participar do CELAFISCS dando uma palestra no elegante auditório do Rebouças falando sobre a regulação do metabolismo.
Me chamou a atenção como os profissionais da área da saúde buscam informações para entenderem modelos metabólicos. Uma discussão extremamente agradável que tivemos foi sobre a regulação da oxidação de gordura mediante dietas ricas em gordura.
Esses estudos desenvolvidos nos últimos vinte anos salientam que, ao ingerirmos mais gordura oxidamos mais gordura. Esse fato tende a levar o leitor a acreditar em uma dieta hiperlipidica como estratégia para reduzir sua gordura corporal. Porém, esses mesmos estudos salientam que o total de gordura oxidada é inferior ao total de gordura ingerida. Assim, como dizia meu avô formado em contabilidade, "a conta não fecha". Resumidamente, se ingerirmos mais gordura, oxidaremos mais gordura e engordaremos mais também. 
Em março deste ano dei uma palestra em Salt Lake City e à época, conversei sobre esta regulação do metabolismo de carboidrato e gordura com um dos maiores nomes dessa área Lawrence Spriet. Trago abaixo a referência da revisão por ele publicada para aqueles que admiram o tema. 
Boa leitura!
New Insights into the Interaction of Carbohydrate and Fat Metabolism During Exercise Lawrence L. Spriet

Uso crônico de adoçante promove intolerância à glicose

Sexta-feira recebi de um amigo (Professor Dr.Guilherme Artioli) um elegante artigo publicado semana passada na Nature. Nele um grupo de pesquisadores de Israel (Weizmann Institute of Science) demonstrou que a ingestão crônica de adoçante em camundongos induz à intolerância à glicose. Resumidamente o que os autores demonstraram foi que o uso crônico (10 semanas) de adoçante em camundongos promoveu maior dificuldade do organismo em retirar glicose da circulação sangüínea (a isso chamamos de intolerância à glicose). 
O fato mais interessante é que essas moléculas (adoçantes) não são absorvidas, ou seja não alcançam a circulação sanguinea. Pois bem os autores investigaram então a alteração da população das bactérias intestinais, nesse momento utilizando apenas a sacarina. E aí a grande surpresa, esse adoçante modificou as bactérias intestinais e essas, por sua vez, induziram à intolerância à glicose. 
Ainda precisamos evoluir esses estudos para humanos, mas de antemão podemos adotar a postura de alternarmos os adoçantes que são usados para mitigar este efeito. Com isso, possivelmente, não criaremos uma população específica de bactérias intestinais promotoras de intolerância à glicose.

Consumo de frutas reduz risco de doenças cardiovasculares

Estudo recente publicado no British Medical Journal (BMJ 2014;349:g4490 doi: 10.1136/bmj.g4490) fez uma meta-análise dos estudos que relacionam o consumo de frutas com câncer e doenças cardiovasculares. 

Como resultado deste estudo, não foi possível identificar associação entre consumo de frutas e prevenção do câncer. Entretanto a associação entre elevado consumo de frutas e prevenção de doenças cardiovasculares é positiva. Para cada porção de fruta ingerida a redução de doenças cardiovasculares é de 4%. Após cinco porções esta redução se estabiliza (veja gráfico abaixo). 

Este estudo feito por Chineses e Americanos publicado em uma revista britânica serve de boa referência para o nosso país. 

Vivemos em um país tropical com uma variabilidade de frutas importante e sua disponibilidade ocorre ao longo de todos os meses do ano. Uma dica simples é desenvolver leis para facilitar a venda de frutas inteiras nas esquinas para que todos possam comprá-las  e consumi-las no café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. Estão ai as cinco porções e um serviço prestado para a saúde publica.

Oxidação de gorduras

Na última quinta-feira tive a grata experiência de participar do CELAFISCS dando uma palestra no elegante auditório do Rebouças falando sobre a regulação do metabolismo. 
Me chamou a atenção como os profissionais da área da saude buscam as informações para entenderem modelos metabólicos. 
Uma discussão extremamente agradável que tivemos  foi sobre a regulação da oxidação de gordura mediante dietas ricas em gordura. 
Esses estudos desenvolvidos nos últimos vinte anos salientam que, ao ingerirmos mais gordura oxidamos mais gordura. Esse fato tende a levar o leitor a acreditar em uma dieta hiperlipidica como estratégia para reduzir sua gordura corporal. Porém, esses mesmos estudos salientam que o total de gordura oxidada é inferior ao total de gordura ingerida. Assim, como dizia meu avô formado em contabilidade, "a conta não fecha". Resumidamente, se ingerirmos mais gordura, oxidaremos mais gordura e engordaremos mais também.  
Em março deste ano dei uma palestra em Salt Lake City e à época, conversei sobre esta regulação do metabolismo de carboidrato e gordura com um dos maiores nomes dessa área Lawrence Spriet. Trago abaixo a referência da revisão por ele publicada para aqueles que admiram o tema.  
Boa leitura! 
New Insights into the Interaction of Carbohydrate and Fat Metabolism During Exercise 
Lawrence L. Spriet